UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE-FURG
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM AQUICULTURA-PPGAqui

DISCIPLINA
11088P – PLANTIO HALÓFITAS P/ FITORREMEDIAÇÃO, BIO-ENGEN AGRIC. ÁG SAL

PROF. CÉSAR COSTA
Código: 11088P
Lotação: Instituto de Oceanografia
Carga horária: 45h/aula
Créditos: 3
Caráter: Optativa

EMENTA

A disciplina descreve métodos de cultivos/plantio de plantas halófitas (fanerógamas tolerantes a altas concentrações salinas), nativas de marismas e manguezais, utilizados para a produção de biomassa e de bioprodutos, o manejo de dragado, em recuperação de áreas degradadas, para a mitigação da erosão costeira, interceptação de material em suspensão, estocagem/degradação de vários contaminantes de águas de escoamento/efluentes industriais e da aquicultura na zona costeira.

PROGRAMA

1. Biologia e ecofisiologia de halófitas costeiras.
1.1. Origem, formas de propagação e fatores limitantes do crescimento.
1.2. Tolerância a fatores físico-químicos e poluentes.
2. Fitorremediação com halófitas.
2.1. Tratamentos de efluentes salinos da aquicultura e de industrias com canteiros biofiltradores.
2.2. Recuperação de áreas degradadas através de plantio (depósito de entulhos e lixo, desaterros, derrames de petróleo, etc.).
3. Bioengenharia
3.1. Espécies pioneiras e bioengenheiras.
3.2. Criação de marismas, manguezais e dunas costeiras vegetadas.
3.3. Diversidade genética e sustentabilidade de novos hábitats.
4. Agricultura com água salgada.
4.1. Novos cultivares.
4.2. Irrigação com água salgada.
4.3. “Fazendas marinhas”
5. Técnicas de Cultivo de halófitas
5.1. Técnicas de propagação
5.2. Cultivo em solos, irrigação e hidroponia


BIBLIOGRAFIA

1- CMWL-BEST-WSTB-NRC (Committee on Mitigating Wetland Losses, Board on Environmental Studies and Toxicology, Water Science and Technology Board, National Research Council). 2001. Compensating for Wetland Losses Under the Clean Water Act. National. Academy Press, Washington, D.C. 348 p.
2- Gheyi, H.R., Dias, N.S. & Lacerda, C.F. 2010. Manejo da salinidade na agricultura: estudos básicos e aplicados. INCTsal, Fortaleza, 472p.
3- Greipsson, S. 2011. Restoration Ecology. Sudbury (MA. U.S.A.): Jones & Bartlett Learning, 402p.
4- Khan, M.A. & Weber, D.J. 2006. Ecophysiology of High Salinity Tolerant Plants. Series: Tasks for Vegetation Science , Vol. 40. Springer, New York, 399p.
5- Lewis, R.R. (Ed.). 1982. Creation and Restoration of Coastal Plant Communities. CRC Press, Inc. Boca Raton, Florida, 219p.
6- OSPAR Commission. 2004. Revised OSPAR Guidelines for the Management of Dredged Material. Reference 2004-08. Convention for the Protection of the Marine Environment of the North-East Atlantic. 30 p.
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8- Whisenant, S.G. 2005. Repairing damaged wildlands. Cambridge University Press, Cambridge, 312p.